Estudos mostram que a matemática é simples: quanto mais você se movimenta, melhor você se sente em termos gerais, e quanto melhor você se sente, mais você se movimenta. Não há saúde física, mental, emocional e tampouco beleza plástica sem renúncias, sacrifícios e boa porção de ‘se obrigar’ a fazer uma dieta saudável e praticar exercícios, principalmente depois dos 40 anos.

Já dizem os mais exagerados que depois dos 40 anos, se você acorda sem dores, pensa que está morto. Deve ser porque depois dos 40 anos, especialmente as mulheres, passam por grandes transformações físicas, psíquicas e neurais. Um boom acontece, é a chamada fase da Metanoia. Falei sobre isso em outro artigo, neste, vamos falar de se obrigar a praticar exercícios físicos com perspectiva de ter uma vida com menos dores crônicas e mais felicidade.

Dieta anti-inflamatória + atividade física = felicidade e alívio das dores crônicas

A minha experiência pessoal com a dieta anti-inflamatória assistida, associada à prática de exercícios físicos é muito positiva. Muito positiva mesmo. Por mais de 15 anos eu lutei com dores crônicas nas articulações e na coluna. Até trocar todos os corticoides pela dieta anti-inflamatória assistida, yoga, corrida e musculação. Se você quer uma vida com mais felicidade e bem estar integral, precisará fazer o grande sacrifício de escolher qual prazer quer sentir: comer gostoso ou não sentir dor. Sim, porque se escolher uma vida sem dores crônicas,  terá que abrir mão definitivamente de açúcar, de glúten, de café, de álcool e fazer atividades físicas regularmente. Não descobri isto somente estudando. Descobri praticando.

Pequenas quantidades de exercício podem ter um efeito na produção de felicidade

De acordo com uma nova revisão de pesquisas sobre bom humor e atividade física, pessoas que malham uma vez por semana ou apenas 10 minutos por dia tendem a ser mais alegres do que aquelas que nunca se exercitam. E qualquer tipo de exercício pode ser útil. A ideia de que o movimento pode afetar nosso humor não é nova. Muitos de nós provavelmente diriam que nos sentimos menos irritadiços ou mais relaxados depois de uma corrida ou uma ida à academia.

Pessoas fisicamente ativas têm baixos riscos de desenvolverem depressão e ansiedade

Um número de estudos anteriores notaram que pessoas fisicamente ativas têm riscos muito mais baixos de desenvolvimento de depressão e ansiedade do que as pessoas que raramente se movem.

A pesquisa se concentrou nas relações entre exercícios e problemas psicológicos como depressão e ansiedade. Poucos estudos exploraram as ligações entre a atividade física e as emoções otimistas, especialmente em pessoas que já eram psicologicamente saudáveis, e esses estudos muitas vezes analisaram uma única faixa etária ou tipo de exercício.

Por conta própria, eles não nos dizem muito sobre as quantidades ou tipos de exercícios que podem melhorar nosso humor, ou se a maioria de nós pode esperar encontrar maior felicidade com exercícios regulares ou apenas com certos grupos de pessoas.

Assim, para a nova revisão, no The Journal of Happiness Studies , pesquisadores da Universidade de Michigan decidiram agregar e analisar vários estudos anteriores sobre a prática da atividade física e a felicidade.

Alguns dos estudos foram experimentos nos quais as pessoas começaram a se exercitar e os pesquisadores mediram sua felicidade antes e depois. O número de participantes representavam mais de 500.000 pessoas, com idades variando de adolescentes a muito idosos, cobrindo uma ampla gama de grupos étnicos e socioeconômicos.

E para a maioria deles, descobriram os pesquisadores de Michigan, o exercício estava fortemente ligado à felicidade. “Cada um dos estudos observacionais mostrou uma relação benéfica entre ser fisicamente ativo e ser feliz”, diz Weiyun Chen, professora associada de cinesiologia da Universidade de Michigan, que, com sua aluna de pós-graduação Zhanjia Zhang, escreveu a revisão. O tipo de exercício não parecia importar. Algumas pessoas felizes caminhavam ou corriam. Outros praticaram postura e alongamento no estilo ioga.

Texto organizado por Clara Dawn, escritora, pesquisadora, psicanalista e neuropsicopedagoga. As informações contidas neste artigo são apenas para fins educacionais e informativos e não têm como objetivo aconselhamento médico ou de saúde. Sempre consulte um médico ou outro profissional de saúde qualificado a respeito de qualquer dúvida que possa ter sobre uma condição médica ou objetivos de saúde.

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Clara Dawn
Escritora, psicanalista, especialista em "Prevenção aos transtornos mentais e ao suicídio na adolescência" e autora de 7 livros publicados.